segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Numerologia na Bíblia

Número Quarenta
Este é o número do teste. A primeira vez em que ele aparece é em Gn-5:13, idade de um homem. Ele aparece sem os 800 a ele atados em Gn- 7:4, quando o dilúvio inundou a terra durante quarenta dias e quarenta noites (Gn-7:17). Esaú tinha quarenta anos quando tomou uma esposa errada. Isaque tinha quarenta anos quando recebeu Rebeca por esposa. Os filhos de Israel são testados por quarenta anos no deserto, até que todos os rebeldes tivessem morrido. Moisés passou quarenta dias e quarenta noites jejuando no Monte Sinai, onde recebeu as Tábuas da Lei. Elias jejuou durante quarenta dias e quarenta noites (1ªRs19: 8). Jesus Cristo jejuou quarenta dias e quarenta noites, antes de iniciar o seu ministério terreno. O homem curado em At-4:22, tinha mais de quarenta anos de idade, limite para alguém receber cura, naquele tempo. Daí surgiu o ditado popular: “A vida começa aos quarenta”.
As referências aos filhos de Israel no deserto, onde ficaram por quarenta anos são muitas. Vejam algumas delas em Hb-3:9;17; Núm-14:33,34; Dt-2:7;8:2. De Moisés jejuando por quarenta dias e quarenta noites temos Dt-10:10. A terra de Israel é obrigada a descansar no período de quarenta anos,em Jz-3:11 e 8:28. O sacerdote Eli governou o povo por quarenta anos, conforme Jz-8:28 e em Sm- 14:18.
Saul reinou por quarenta anos (At-13:21) e pelo mesmo espaço de tempo reinaram Davi e Salomão (1ªRs-2:11e11:42). Geralmente esse período de quarenta anos tem sido uma espécie de teste usado por Deus a fim de determinar algo importante no porvir.
Este número deve ter uma profunda significação na vinda do Senhor Jesus Cristo, na qual professo crer e aguardar. Como os judeus tornaram para Jerusalém dos árabes em 07/06/1967, se juntarmos a essa data quarenta anos teremos 07/06/2007 – ou seja quarenta anos do último teste dado por Deus à sua Igreja para que obedeça o seu “Ide e Pregai”. Será? Bem, ninguém pode marcar datas...
Número Setenta
Este é o número dos gentios (dez) multiplicado por sete. Existem os setenta anciãos de Israel. Existe a fábula da Septuaginta – LXX – que seria a tradução do Velho Testamento do Hebraico para o Grego, feita por 72 anciãos de Israel. Isso jamais poderia ter acontecido, pelas razões expostas no artigo publicado na Folha Universal, do capítulo 9 do Livro “The Answer Book”, do Dr.Samuel L.Gipp,o qual está à disposição dos leitores.
A Septuaginta foi inventada por Orígenes em sua Hexapla. Orígenes foi o primeiro crítico dos textos recebidos dos apóstolos – os textos antioquianos ou Majoritários – que ele esmiuçou e deturpou em muitas de suas obras, criando, assim, os textos alexandrinos, que seriam a base da Vulgata Latina de Jerônimo e de todas as Bíblias modernas alicerçadas no Texto Grego do N. T. de Westcott e Hort. Além de Orígenes, temos outros apóstatas e hereges não salvos que fizeram traduções do V.T. Estes são Simaco, Áquila e Teodósio. Nenhum deles aceitava a teologia paulina da salvação pela graça através da fé no sacrifício vicário do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário.
A fabulosa Septuaginta é a 5ª coluna da Hexapla escrita por um “teólogo” que tinha a coragem de declarar que o filósofo pagão e imoral – Platão – era inspirado por Deus. A filosofia de Platão foi inserida nas obras escritas de Orígenes, as quais produziram todas as aberrações das Bíblias futuras que se norteariam pelos textos alexandrinos. Orígenes considerava inspiradas as “Epístolas de Barnabé” e “O Pastor de Herma”, dois livros apócrifos. Os códigos “Vaticanus” e “Sinaíticus”, que figuram entre os mais antigos,descobertos no século XIX, por Tischendorff, no lixo do mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai, são a base do Texto Grego do Novo Testamento de Westcott e Hort.
No tempo em que Constantino deu anistia ao Cristianismo. Fundando a Igreja Católica,com a fusão do Cristianismo apóstata, do Judaísmo e do paganismo, o Bispo Eusébio, comparando o monarca romano pagão ao Senhor Jesus Cristo, anunciou à nova Igreja que “Cristo e Constantino reinariam juntos pela eternidade”.
Nesse ponto ele quase acertou na maléfica profecia. Todos os papas que vieram depois de Constantino, têm sido os legítimos herdeiros dos césares romanos, governando em nome de Jesus Cristo, do qual se dizem vigários na terra.
Contudo, eles esquecem que o reino do Senhor Jesus Cristo não é deste mundo, pelo menos enquanto a igreja unida estiver existindo. O seu reino será estabelecido quando Ele vier em sua gloriosa Segunda Vinda, para iniciar o seu Reinado Milenar.
Todos os “eruditos” que aprovam e usam os textos alexandrinos de Orígenes são incrédulos. Não crêem na Divindade, Nascimento Virginal, Morte Vicária, Ressurreição, Ascensão de Cristo e no Espírito Santo como a terceira Pessoa da Trindade.
Eles são cegos (cujos olhos estão nublados pela catarata vaticanesca) pretendendo guiar os cristãos neste mundo corrompido e apóstata. São filhos da “Nova Era” e, portanto, precursores do Anticristo e para esses eu dou nota zero – assim como dou nota dez para o Deão Burgon, Edward Hills(ThD), David Ottis Fuller(DD) J.J.Ray, Samuel Gipp(ThD). William P.Grady(ThD) e o mais corajosos de todos, no final do século 20 e início deste 21–Peter S.Ruckman(ThD,DD,etc.). Fora esses teólogos, internacionalmente conhecidos, temos um em Johanesburgo, Júlio Carrancho, que tem enfrentado os inimigos da Palavra de Deus com a maior bravura e, por isso, tem sofrido bastante.
São estes os Livros dos verdadeiros cristãos bíblicos sobre o legítimo Texto Grego do Novo Testamento:
1 – The Traditional Text – Deão Burgon
2 – Believing Bible study – O. Edward Hills, ThD
3 – Which Bible? – David Ottis Fuller
4 – God Only Wrote One Book – J.J. Ray
5 – Na Understandable History the Bible; The Answer Book – Samuel C. Gipp, PhD.
6 – Final Authority – William P. Grady, PhD
7 – The Christian´s Handbook of Manuscript Evidence – Dr. Peter Ruckman e dezenas de outros estudos que merecem respeito.
Recomendamos aos que podem ler em Inglês que adquiram os livros do Dr.Samuel Gipp, escritor americano e discípulo do Dr.Ruckman, que é, também,um defensor incansável da Versão Autorizada de 1611 da Bíblia King James. Temos já traduzidos dois livros dele:“The Answer Book”(O Livro das Respostas)e “Living With Pain” (Convivendo com a Dor), em forma de apostilas.
Número Mil
É fácil localizar o número mil. Ele aparece seis vezes no Livro de Apocalipse, dando a entender que existe um período de 6.000 anos, antes que o sétimo dia de descanso (1.000 anos = 1 dia) – o Sábado Milenar – aconteça,c om o regresso do Senhor Jesus Cristo à terra.
Alguns comentaristas costumam dividir as eras de mais ou menos mil anos, conforme os acontecimentos bíblicos e mundiais.
1º Período – De Adão até 3.000 a.C.
2º Período – Do dilúvio até a chamada de Abraão mais ou menos 2000 anos a.C.
3º Período – Dos patriarcas até o Egito/Moisés, posse da Terra Prometida, Juizes, até Davi – 1.000 a.C.
4º Período – Reis, período interbíblico, cativeiro babilônico, até 70 d.C.
5º Período – Igreja, apostasia da Igreja, a metade da Era das trevas, mais ou menos 1.000 anos d.C.
6º Período – Renascença, Reforma até a era da Internet – mais ou menos 1.000 anos, incluindo a União Européia.
7º Período – Reinado Milenar de Cristo.
O sétimo milênio, este em que agora vivemos, bem pode ser o da Segunda Vinda de Cristo. O palco já está pronto. O mundo está cheio de pecados que clamam aos céus. Sodoma e Gomorra eram lugares quase paradisíacos, quando comparados ao mundo atual, que apresenta:
1 – Desprezo pela Palavra de Deus, descrença e apostasia generalizadas, dentro da própria Igreja do Senhor Jesus Cristo.
2 – Domínio político, econômico e religioso do Cristianismo apóstata – a religião mundial, que é o Catolicismo Romano.
3. Predominância das religiões espíritas. O Hinduísmo, com os seus 330 milhões de deuses, está conduzindo o mundo inteiro à Nova Era.
4 – Fomes, pestes, guerras, violência e imoralidade, em todo o planeta.
5 – Enchentes, terremotos, mistérios no espaço com os OVNIs, etc.
6 – Ciência super avançada, Projeto Genoma, o homem se tornando como Adonicão, isto é, um rebelde contra Deus, tentando anular a Palavra de Deus.
7 – Tecnologia avançada no campo das comunicações, permitindo o controle de todos os habitantes do planeta, através dos computadores, pelo 666.
8 – Depressão econômica nos países ricos (prevista para breve), com os governos em perplexidade, buscando uma solução urgente, mesmo que seja através do próprio diabo – ou seja, do homem da iniqüidade – o 666.
Mary Schultze - Berlim e Linbach Oberfrohna, fevereiroi/março, 2001
(Dr.Peter Ruckman-Mary Schultze)
Número Sete
Não é preciso fazer grande pesquisa na Bíblia para se constatar que o número sete é realmente o número da perfeição. Quem gosta de ler comentários bíblicos acaba caindo no erro de acreditar que os números da Bíblia são arredondados e não literais.O número mil, por exemplo, referindo-se ao Reinado Milenar de Cristo, e os 300 homens do reduzido exército de Gideão, são encarados por alguns comentaristas cristãos como números arredondados, e por aí a fora. Ultimamente tenho lido, alternadamente, os Comentários de Gênesis e Apocalipse, do Dr. Peter Ruckman, o qual acredita piamente em tudo que é dito na Palavra. Tenho sempre acreditado que todos os números da Bíblia são literais e têm um propósito específico, porque Deus não é homem para que minta e é PERFEITO em Sua Palavra.
O número sete é perfeito e exclusivo, no universo. Nele temos a soma da Terra (4)com o número da Trindade Santa(3). A Bíblia diz,em Gênesis 1, que Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo dia. Quando os judeus pediam sinais da existência do EU SOU, Deus lhes deu o sétimo dia para descanso, pois na civilização pagã daquela época o descanso era de dez em dez dias.
Deus quis ser mais benigno para o seu povo. Em Apocalipse lemos sete vezes a expressão “este livro”. Nele temos as sete igrejas, os sete selos, as sete trombetas, os sete anjos, as sete taças e, finalmente, a vitória do Cordeiro, que seria o número 777, contrastando com o número 666, da trindade profana, nas pessoas do Anticristo, do falso profeta e da besta.
Alguns críticos liberais costumam afirmar que “a Bíblia é uma gota d’água no oceano da verdade”. Ora, se a Bíblia é a Palavra de Deus escrita e Jesus é a Palavra encarnada, sem a menor sombra de dúvida, devemos concluir que a Bíblia é a Verdade, conforme o próprio Jesus declarou em João 17:17.
Assim como o número dez é o número dos gentios e o número sete é o da perfeição, e, portanto, da verdade, o número do capítulo e do versículo de João, acima referidos(17), apontam para a Verdade no tocante aos gentios (número dez) e ao número perfeito (sete), para lhes mostrar a verdade, isto é, a “Palavra” que lhes foi entregue, através do Novo Testamento, para a salvação da humanidade.
Em Levítico,capítulos 23 e 25, vemos que Deus jamais realizou qualquer coisa imperfeita ou incompleta. A palavra “sete” em Hebraico é a mesma para “jurar” (garantir). Nesses dois capítulos de Levítico temos os sete dias da semana.
Lemos sobre as sete semanas que antecedem a Páscoa. Lemos sobre os sete meses que antecedem a Festa dos Tabernáculos. Lemos sobre os sete anos que antecedem a libertação da terra. Lemos do número de anos (setenta vezes sete) que antecedem uma nova era judaica – o Jubileu dos Jubileus - 490 anos.
Deus tem dividido as eras em períodos de sete. A história de Israel sempre foi dividida em períodos de setenta vezes sete anos. Jesus mandou que os apóstolos perdoassem as ofensas setenta vezes sete. O corpo humano muda de células cada sete anos. Existem apenas sete cores. Dessas sete cores se originam os milhares de outras tonalidades. Se temos o vermelho, o amarelo, o azul, o laranja, o verde, o preto e o branco, podemos fabricar todas as demais. Durante anos a articulista teve uma micro-empresa de anilinas e cosméticos, que foi vendida em 1994. Fabricava alguma cores, comprava outras da Bayer e da Basf, empresas alemãs, e combinava as tonalidades, conseguindo todas a cores que desejava. Essas anilinas serviam para colorir detergentes, sabões e cosméticos em geral.
Número Nove
O número nove parece estar ligado à produção de frutos. É um número que nos faz lembrar Abraão, aos noventa e nove anos de idade, quando Deus fez com ele o pacto. Cristo disse que “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só,mas se morrer produz muito fruto” (Jo-12:24). O fruto do Espírito Santo apresentado em Gl-5:22-23, está assim dividido:três são interiores, três são exteriores e três são teocêntricos. Notamos que há nove dons do Espírito Santo na 1ªCo-12, referindo-se a poder e ao caráter conforme Gálatas 5:22-23.
Em Gn-9:9 temos um pacto:“E eis que estabeleço a minha aliança convosco e com a vossa descendência, depois de vós”. Este pacto foi feito com Noé e os seus três filhos. Mais tarde, Deus fez outro pacto com Abraão, quando este contava noventa e nove anos (Gn-17:1–1+7+1=9). Não é interessante? Ora, é dito que Abraão já era “amortecido” por causa da idade, mas mesmo assim ele produziu fruto. Lemos sobre as novecentas carruagens de ferro em Jz-4:3. O leito de Ogue, rei de Basã tinha nove côvados de comprimento (Dt-3:11). Na era dos patriarcas esse número era muito importante. Em Gn-5, encontramos o número novecentos pelo sete vezes, em um só capítulo. Quando estudamos o número cinco mencionamos o May-Day, “o quinto mês”. Pelo visto há um fundo verdade em toda superstição. Contudo somente a Palavra de Deus é a verdade absoluta.
Lembramo-nos aqui das noventa e nove ovelhas obedientes e de uma que se extraviou. Jerusalém foi destruída no nono mês (Jr-52:4-6) A Bíblia foi picotada em Jr-36:23, no nono mês. Nove é o período de gestação para que as mulheres produzam fruto.
A visão de Pedro aconteceu na hora nona (At-0:9-17). Em Ez-24,lemos a respeito do nono ano, mas estas citações nada têm a ver com a produção de frutos. A melhor significação para o número nove é que ele é o triplo de três.
Contudo na maior parte das vezes o número nove apresenta boas conotações na Bíblia. As citações em que ele aparece indicam vidas mais longas dos seus personagens.
Número Cinco
Depois do número treze, o número 5 é o menos apreciado porque tem relação com a morte. Contudo, alguns estudiosos de numerologia bíblica acham que ele se refere à graça. Este número tem relação com as cinco chagas de Cristo, conforme um hino composto por Charles Wesley, irmão de John Wesley, e também com as cinco peças do vestuário de nosso Senhor,na hora da morte. Desse modo, este número está ligado à morte, a qual resultou em graça para todos que aceitam pela fé o sacrifício vicário do Senhor Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, ele significa morte eterna para todos os que o desprezam. A palavra graça tem cinco letras em inglês (e também em Português). É claro que esta palavra só se refere a uma entre bilhões de mortes no planeta terra. De fato, a única razão da morte de Cristo estar conectada ao número cinco é por causa da graça dela resultante. O “May-Day” é um sinal que aponta para a conexão deste número com a morte. Maio é o quinto mês do ano e pode ser que tenha algo a ver com a morte. Mas será coincidência que o sinal de SOS tenha quinhentos quilociclos e que se refira ao parágrafo cinco do código de acidentes marítimos? E que todo animal era sacrificado num altar do Velho Testamento de cinco por cinco? Nesse caso, não seria o altar um tipo de morte e, ao mesmo tempo, de graça e perdão de pecados?
O primeiro homem falecido de morte natural (e não assassinado como Caim)é citado no verso cinco do capítulo cinco de Gênesis. Esse homem foi o pai da raça humana, o qual, pela sua desobediência a Deus, trouxe a morte para todos os homens. Enquanto isso, o segundo Adão, Cristo, pela sua morte, trouxe a graça a todos os que nele crêem.
O homem mortal, condenado a voltar à terra de onde veio, tem cinco dedos em cada mão e cinco artelhos em cada pé. Também a estátua do sonho de Nabucodonosor, representando os governos mundiais, tinha cinco artelhos em cada pé e estes significam destruição. Quando a pedra (Cristo) for arremessada e destruir a imagem (provavelmente representando as dez nações gentílicas reunidas contra o povo de Deus), ela será arremessada diretamente contra os artelhos da estátua, ou seja, duas vezes cinco, somando dez, que é o número dos gentios.
Número Seis
Noé tinha quinhentos anos quando o Senhor entrou em contato com ele ordenando-lhe que fabricasse a arca. Ele tinha seiscentos anos quando entrou na arca e assim chegamos ao número seis.
Como Noé “achou graça aos olhos do Senhor”, pode-se dizer que esses quinhentos anos representam graça.
O número seis é o número do homem. Ele aparece pela primeira vez em Gn-7:6, referindo-se à idade de Noé quando entrou na arca. Em Gn-1:31, lemos sobre o sexto dia, quando “viu Deus tudo quanto tinha feito e eis que era muito bom”. Foi no sexto dia que Deus criou o homem, daí porque o número seis deve ter algo a ver com o homem. Este número aparece muitas vezes no livro de Gênesis, porém a menção mais importante é a do anos de Noé, quando entrou na arca. Muitas vezes encontramos seiscentos homens na Bíblia. Tudo que está na Bíblia deve ser encarado como literalmente verdadeiro. O número de almas que desceram ao Egito em companhia de Jacó era realmente 66. Quando Faraó mandou perseguir os filhos de Israel foram usadas seiscentas carruagens. Em 1ªSm-30:9 e em 2ª Sm-15:18, acreditamos literalmente no número seiscentos que aí aparece, como acreditamos também em todas as demais citações bíblicas. Deve haver algo realmente significativo com referência a este número de homens que na Bíblia é referido como uma multiplicação de seis vezes cem. Em 1ªSm-26:13,39 ele se refere em geral ao exércitos dos“sem terra” e “sem teto” comandados pelo guerreiro Davi. Davi foi um tipo de Cristo, nesses capítulos, quando apareceu acompanhado dos sedentos de justiça.
O Senhor teve muito cuidado quando relatou o número de peixes que enchiam a rede “cento e cinqüenta e três grandes peixes” a soma desses três algarismo – nove está conectada a produção de alguma coisa. Tudo na Bíblia é perfeito e correto e os que rejeitam as palavras do Livro Santo são ignorantes e Orgulhosos. Não conheço um milésimo do que gostaria de conhecer deste Livro inigualável, e tanto mais me maravilho com a sua grandeza. Aos que me chamam de“velha tola e fanática “ ou de “bibliólatra” respondo que se Jesus não voltar e se eu chegar ao cem anos de idade, ainda assim não terei conseguido chegar a uma boa porcentagem do que esse Livro maravilhosamente perfeito e eterno tem para me ensinar.
Os seis dias da criação são sempre repetidos na Bíblia em conexão com o representante do sétimo dia. O livro menciona muitas vezes os seis dias (Êx- 16:26; 30:11; 21:12; 23:10,12). A nuvem cobria o tabernáculo durante os seis dias conforme Êxodo 24:16. O candelabro de ouro do tabernáculo tem sete lâmpadas sobre ele, mas é feito de apenas seis peças pois a sétima é a parte central do mesmo. Lemos sobre seis nomes de judeus sobre uma pedra e seis nomes sobre a outra pedra em Êx-28:10. Quando os judeus alcançaram a terra prometida foram doutrinados a ter seis tribos em uma montanha e seis tribos na outra, lendo as maldições da lei. Contudo, na divisão das doze tribos, Judá ficou com duas tribos e Israel com dez o que não é compreensível. Jericó foi rodeada durante seis dias antes de cair, no sétimo dia. Os gigantes possuíam, de fato, seis dedos e seis artelhos respectivamente, em cada mão e em cada pé (2ªSm-21:20), o que mostra que eram realmente super homens.
Salomão foi um tipo de Anticristo – com muita sabedoria secular – cujo trono tinha seis degraus e seis leões de cada lado do trono perfazendo a soma de 666. Isso nos conduz a muita especulação sobre o fato de que o número seis está relacionado com o homem. O Anticristo é um super homem, um homem poderoso, que faz parte da trindade profana, cujo número é 666. Para ser um homem divino ele teria de possuir o número 777, o qual ultrapassa a fronteira da física e até mesmo da percepção extra sensorial. Os usuários de LSD, os hippies, os gurus indianos e os teólogos liberais jamais poderão entender coisa alguma neste sentido porque têm o cérebro incapacitado para fazer. Quem busca um homem chamado Maytréia para governar o mundo com justiça e eqüidade está ingressando “na operação do erro, do qual nos fala Paulo em 2ªTs-2:11-12.”
O Maytréia dos nova erenses será um homem três vezes decaído. Isto é, o 666 de Apocalipse 13:8.
O número 666 aparece em Es-2:13 falando dos filhos de Adonicão, o homem da rebelião. Isso acontece outra vez apenas em 2ªCr-9:13, referindo-se ao peso dos talentos de ouro recebidos pelo Rei Salomão. E por que sempre no verso 13? Que tal uma coincidência de três contra um em trinta e um mil versos da Bíblia? O número 666 aparece ainda em 1ªRs-10:14 referindo-se ao mesmo homem, à mesma coisa, às mesmas medidas e aos mesmos artigos mencionados em 2ªCr-9:13. Como – podemos separar esse ouro ou imagem de ouro – da cabeça da estátua de Nabucodonosor rei da Babilônia, da besta de Apocalipse 13, que tem boca de leão, controla todo o ouro e cujo número é 666, o qual se apresenta em um verso divisível por seis e encontrado em Es-2:13, onde o homem mencionado – Adonicão – significa “senhor da rebelião”? As coincidências são fortes demais: ouro, leões, reis, rebelião, ditadura mundial.
Quando o Senhor Jesus Cristo estava agonizando na cruz era a hora sexta e as trevas tomaram conta de toda a terra (Lc-23:44), trevas que perduraram até às três horas da tarde – a hora nona. Desse modo, o dia foi dividido ao meio na hora sexta. O número seis tem algo a ver com a divisão do tempo. Seis meses são a metade de uma ano. A hora sexta é a divisão do dia. É interessante como a combinação do três com o seis é usada quando se refere a divisão do tempo da grande tribulação – a anos e seis meses, três dias e meio – esta combinação aparece sempre e sempre na Bíblia em conexão com a ressurreição de Jesus Cristo e o reinado do Anticristo. A contagem dos 42 e dois meses aparece como três anos e meio. A contagem dos 1260 dias parece em Ap-11, tempo em que as duas testemunhas vestidas de saco receberão poder para testemunhar do evangelho aos habitantes da terra. Essa medida de três anos e seis meses corresponde à medida de um tempo, tempos e metade do tempo de Dn-12:7.
O número seis tem a ver não apenas com o homem, mas também com a divisão do tempo em relação ao homem. Os dias deste são numerados(Sl- 139:16). Deus ordenou sua bênção sobre os judeus no ano sexto (Lv-25:21), a fim de pudessem descansar no sétimo ano. Seis cúbitos têm a ver com o homem no livro de Apocalipse. O número seis tem muito a ver com os acontecimentos do nosso tempo.
O sábado é um tipo de sétimo milênio, do reinado milenar de Cristo. A época em que vivemos, com a qual se relaciona o número seis deve estar indicando a próxima chegada do número sete. Nesta era dos números seis, nós os crentes bíblicos devemos aguardar ansiosamente, não a chegada do Maytréia (666), que nada tem a ver conosco, mas a chegada do 777 que tem tudo a ver conosco. O homem 666 é o homem de ferro, totalmente eletrônico, computadorizado, impiedosos, cruel e absolutista. Ele será muito pior do que Nero e os papas do Catolicismo Romano que herdaram a crueldade de Nero bem como seu governo religioso e político.
Número Três
O número três é a soma da unidade mais a divisão da mesma, sendo a fórmula Trinitariana do Deus único na Trindade. A Bíblia diz que“Deus é Espírito”. Contudo, o Filho se tornou homem. Enquanto isso, o Espírito Santo é apresentando como “Senhor” e, portanto, Deus, como o Pai e o Filho, em Atos 21:11, quando Ágabo diz:“Isto diz o Espírito Santo”. Em 2ªCo-3:17, Paulo também diz:“O Senhor é Espírito.
Mesmo sendo a Segunda Pessoa da Trindade, o Senhor Jesus Cristo veio ao mundo em carne, a fim de dar a Sua vida em resgate pela salvação dos pecadores. Ele diz em João 14:9 “...Quem me vê a mim vê o Pai...”. Claro que Ele não se referia ao corpo do Pai, mas ao Seu Espírito, do mesmo modo como diz: “Estou em meu Pai” (Jo-14:20). Sendo o Número da Trindade, o Número Três é o número universal da felicidade verdadeira, que só existe na comunhão com Deus. Este número se apresenta em vários aspectos no universo:
1. A Trindade é constituída de três Pessoas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
2. O tempo é constituído de três partes – passado, presente e futuro.
3. A história também se divide em três partes: passado, presente e futuro.
4. O espaço é constituído de três dimensões: comprimento, largura e profundidade.
5. A terra é vista de três ângulos: céu, terra e mar.
6. O homem é constituído de três partes: corpo, alma e espírito.
7. A família se constitui de três partes – pai, mãe e filho.
8. Hegel disse que só se pode resolver um problema, quando se tem as três partes do mesmo: a tese, a antítese e a síntese.
9. A costureira tem três fases em seu trabalho: desenha o molde, corta o tecido sobre o mesmo e em seguida costura o tecido.
10. Quando uma pessoa crê em Jesus Cristo de todo o coração (parte 1), e confessa o Seu Nome (parte 2), ela é salva (parte 3) (Romanos 10:9-10).
11. Cada verso da Escritura possui três aplicações: histórica, doutrinária e espiritual.
12. A Bíblia se compõe de três partes – O Velho Testamento, o Novo Testamento e o Senhor Jesus Cristo – Este, sentado à destra do Pai, no céu.
O Velho Testamento termina em Ml-5:5-6,com esta profecia:“Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor...” Jesus veio. O N.T.termina em Ap-22:20, com estas palavras: “Ora, vem, Senhor Jesus”.
Como se pode ver,os dois Testamentos estão incompletos,até que venha a terceira parte da Bíblia – o Senhor Jesus Cristo – a própria razão da Bíblia, por ser o VERBO, através do qual Deus fala com o homem. E por isso é necessário que Ele venha pela segunda vez. Deus nunca fez coisa alguma incompleta.
Em Jo-1:1,lemos que Jesus é “o Verbo”. Em Ap-19:13 lemos:“O nome pelo qual ele (Jesus) é chamado é a palavra de Deus”. Jesus é a Palavra encarnada, assim como a Bíblia é o Verbo encadernado (escrito),o Filho presente na Escritura.
Em Jo-5:7 lemos:“Porque três são os que testificam no céu:o Pai, a palavra e os E.Santo; e estes três são um”. Então fica evidente que a Bíblia estará incompleta, até que venha o Senhor Jesus Cristo, em Sua Segunda Vinda.
Já vimos que o número três representa a Trindade. Todas as coisas importantes do universo se manifestam de três maneiras, para serem completas.
Só devemos clamar pelo Nome de Jesus usando a fórmula trina: Senhor Jesus Cristo. Algumas denominações costumam usar apelações como: “Meu Jesus”, “Doce Jesus”,“Querido Jesus” e outras desse gênero. As “santas” do Catolicismo Romano, imbuídas de misticismo e histeria, costumavam clamar pelo nome de Jesus usando esses apelativos adocicados.
O Senhor Jesus Cristo é o másculo Criador e Sustentador do universo(Hb-1:3).
É o Filho de Deus encarnado, crucificado e glorificado (três etapas) Ele revela o Pai, revela a Si mesmo e revela o Espírito Santo.
Número Quatro
O número quatro aparece pela primeira vez na Bíblia em Gênesis 2:10, que diz: ‘E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços’. Em Gênesis 14 encontramos quatro reis– o de Sinear, o de Ela-sar, o de Elão e o de Goim – fazendo guerra contra os cinco (número fatídico) de Bera, Birsa, Sinabe, Semeber e o rei de Belá.
Do número quatro se origina a palavra quarto, a qual aparece pela primeira vez na Bíblia e em 1ªRs-22:41, que diz:“No quarto ano de Acabe, rei de Israel...”
Em Êx-29:40 temos a quarta parte de um him, determinando a quantidade de coisas que deveriam ser usadas no sacrifício.
Supõe-se que o número quatro é o que representa a terra. A Bíblia não coloca muita ênfase neste assunto. Ele é considerado o número da terra porque esta possui quatro estações: primavera, verão, outono e inverno. Contudo, na Bíblia as estações mencionadas são seis: inverno, verão, sementeira, colheita, frio e calor, conforme Gênesis 8.
Recentemente foi comprovada pela ciência a existência de quatro cantos na superfície da terra são os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste oeste. Juntando-se a isso o fato de existirem quatro estações pode-se realmente concordar em que o número quatro representa a terra. Os elementos básicos são quatro: fogo, ar, terra e água, o que é bastante significativo. Pelo menos era assim que os antigos pensavam. Contudo, na química moderna há dezenas de elementos.
Os antigos hebreus eram obrigados a compensar com quatro ovelhas, uma que tivessem roubado (Êx-22:1). Moisés recebeu ordem para colocar quatro argolas nos cantos de todos os utensílios do tabernáculo. Havia quatro fileiras de pedras (três pedras em cada fileira) representando os filhos de Israel. Sem dúvida a fórmula três vezes quatro está conectada com os filhos de Israel. Em Gn-4:10 lemos sobre o assassinato de Abel cometido por Caim. Aí temos a frase: “A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra”. Muitas coisas acontecem no capítulo 4, além da terra ter sido profanada com o sangue de um inocente. No capítulo 4 de Êxodo temos a vocação de Moisés. Em João 4 temos o diálogo de Jesus com a mulher samaritana. Pelo visto, o número dos capítulos tem algo a ver com a definição dos versos e com o número de versos.
A palavra quatro aparece mais vezes no capítulo 1 de Ezequiel do que em qualquer outro capítulo da Bíblia. Neste capítulo ela aparece dez vezes, falando dos “quatro seres viventes”, cada um com quatro rostos, cada um deles com quatro asas, etc. Sem dúvida trata-se de querubins e mais uma vez referindo-se à terra. Como iremos descobrir mais tarde havia cinco querubins da guarda, até que um deles perdeu o lugar diante do trono de Deus, tendo restado apenas quatro. Esses quatro querubins estão relacionados com coisas da terra:
1. Os quatro “tinham semelhança de homens”, a coroa divina da criação.
2. Os quatro “tinham mãos de homem” e os “seus rostos eram como rostos de homem”.
3. Cada um deles tinha quatro asas.
4. “Do lado direito todos os quatro tinham o rosto de leão”.
5. “Do lado esquerdo, todos os quatro tinham o rosto de boi”.
Como vemos, homem, leão, boi e águia são seres terrestres oriundos da criação divina – o homem racional e os demais irracionais.
As vestes de Jesus foram repartidas entre os quatro soldados e a quinta peça – a túnica inconsútil – foi lançada em sortes para ver quem a levaria.
Em Ap-7:1, lemos sobre os quatro ventos da terra. Aí temos os seres viventes (Ap-6:1) e o que o vento levanta. O altar das ofertas queimadas tinha quatro cantos. Lemos em Daniel 2 sobre o quarto reinado, que é o império romano, sendo que desse império – agora em renascimento – teremos o império do Anticristo. O quarto animal de Daniel 3:25 é um como filho do homem, isto é, o Filho de Deus, Jesus Cristo. Deve haver alguma significação para o fato de que Jesus veio até os discípulos andando sobre as águas na quarta vigília da noite. Provavelmente tipificando a sua segunda vinda e m Mateus 14:25 e Marcos 6:48.

Numerologia Bpibliaca parte 1

Em seu livrinho “Bible Numerics”, o teólogo americano, Dr.Peter Ruckman, batista bíblico, autor de 110 livros sobre a Bíblia King James, nos proporciona algumas visões interessantes a respeito da numerologia bíblica. Lemos este livrinho, no vôo Rio/Berlim, em fevereiro de 2001, e traduzimos alguns capítulos do mesmo adaptando-os à nossa maneira de entender o pensamento do Dr.Ruckman
Vamos apresentar o autor do livro:
Peter Sturges Ruckman nasceu em 1921. Passou anos estudando a história dos manuscritos da Bíblia. Recebeu doutorado em Filosofia na Universidade Bob Jones e mais tarde os graus de doutorado em Teologia e Divindades.
Fundou pessoalmente, ou ajudou a fundar, dezenas de igrejas. Ele é o fundador e presidente do Instituto Bíblico de Pensacola, em Pensacola, Flórida,USA, onde treinou centenas de pregadores, missionários e leigos cristãos. Também foi o autor de mais de uma centena de livros e comentários bíblicos. Seus comentários de Gênesis e Apocalipse são simplesmente maravilhosos!
Ele é, sem dúvida, o mais conhecido campeão da Bíblia King James desta geração. É considerado um inimigo extremamente perigoso dos críticos da Bíblia, que ensinam que Deus não conservou perfeita a Sua Palavra. (Apesar do Sl-12:6-7).
Seu arsenal é um intelecto acima da média,anos de estudos dos manuscritos originais da Bíblia e uma pregação contundente. Durante os anos em que estudava nos seminários teológicos, o Dr.Ruckman lia uma média de mil páginas diariamente, tendo lido cerca de 6.500 livros, nesse tempo.
Seu estilo abrasivo de pregação ofende e até amedronta os gesticuladores e carismáticos “soldados do SENHOR”, que morrem de medo de afundar num confronto com ele, bem como diante dos fatos que ele apresenta como erudito do N.T.em língua grega. O Dr. Ruckman viaja pelo mundo inteiro tentando desfazer o que ele chama de “bamboleios na Palavra de Deus”. Sua maneira vibrante e coloquial de expor sua erudição bíblica tem-lhe angariado uma pletora de inimigos, principalmente nos meios TJ, Mórmon, Católico e Neo-pentecostal. Contudo, seus inimigos mais ferrenhos são os chamados “críticos textuais” da Bíblia King James, principalmente aqueles que fazem parte das comissões de“atualização”da Versão Autorizada de 1611.
Todos os críticos da Bíblia afirmam que a Bíblia “é a perfeita Palavra de Deus, sem qualquer mistura de erro”. Fazem esta afirmação para enganar as pessoas de suas congregações,a fim de garantir seus altos lucros, “andando com astúcia e falsificando a Palavra de Deus ”(2ª Co-4:2b). Eles morrem de medo de que um membro da congregação apareça, de repente, com um dos muitos livros do Dr. Ruckman e descubra a diferença entre alguém que “afirma” crer que a Bíblia é perfeita e aquele que realmente crê nisso.
Muitos cristãos verdadeiros,iluminados pelo E.Santo,chegaram à própria conclusão de que a Bíblia King James é a absoluta e perfeita Palavra de Deus.
Despidos de qualquer malícia, esses filhos de Deus irão,sem dúvida, questionar os “melhoramentos” feitos na Escritura pelos críticos textuais, os quais são, em verdade, deturpações seguidas pelos pastores gananciosos. Esses cristãos verdadeiros serão logo tachados de “ruckmaníacos”, mesmo que, na maioria das vezes, jamais tenham ouvido falar do Dr.Peter S.Ruckman. Quanto a mim,assumo com muita honra o epíteto de“ruckmaníaca”... Vou continuar lendo a Palavra diariamente, orando e pedindo que o Espírito de Deus me ilumine para que eu seja uma bênção e nunca maldição na vida dos irmãos crentes.
Esse tipo de denúncia é uma simples, embora desesperada tática, usada pelos mercadores da Palavra de Deus. Nenhum cristão deseja ser apontado com o dedo indicador como “seguidor de um homem”. Desse modo, os críticos da Bíblia racionalizam que se os crentes da Bíblia King James (Almeida Corrigida e Re-visada Fiel em nossa língua) puderem ser acusados de“seguidores de um determinado homem”, logo abdicarão de suas convicções e humildemente seguirão os pastores acomodados às falsificações (que chegam a 60.000) da Bíblia de Deus.
Conta o Dr.Samuel Gipp, discípulo do Dr.Ruckman e autor de muitos livros sobre a Bíblia, que encontrou um pregador que rejeitava a idéia de se agrupar com crentes bíblicos dizendo que estes poderiam ser “ruckmaníacos”. Ele afirmava: “não sigo homem nenhum”. Ele parecia muito piedoso. Mais tarde, porém, declarou, com um gesto de absoluta piedade cristã, que era um“calvinista convicto” (isto é, um seguidor dos ensinos do homem, João Calvino).
Os crentes verdadeiros não devem seguir doutrinas de homens, mas somente as da Bíblia. A Igreja de Roma inventou essa história de interpretação, mas a Bíblia é um livro escrito pelo E.Santo e deve ser lido e interpretado ao pé da letra.
Aqui está o livrinho“Bible Numerics”, do Dr.Peter Ruckman, traduzido, resumido e adaptado:
Número Um - Unidade e exclusividade de Deus.
Número Dois - O número do companheirismo (Amós 3:3).
Número Três – O número da Trindade Santa.
Número Quatro – O número da Terra.
Número Cinco – O número da morte (também da Graça que provém da morte de Cristo).
Número Seis – O número do homem, sendo que, repetido 3 vezes (666), define o super-homem da iniqüidade – o Anticristo – ou a trindade profana.
Número Sete – O número da perfeição.
Número Nove – O número da produção de frutos.
Número Dez – O número dos gentios.
Número Doze – O número das nações salvas na eternidade. Também o número de estrelas que coroam a mulher de Apocalipse 12, a qual representa a nação de Israel (e não Maria, como diz a hierarquia romana). Das doze tribos de Israel, das doze portas da Nova Jerusalém. Dos doze frutos da Árvore da Vida, dos doze capítulos de Israel referentes à salvação do mesmo. Doze é o número do capítulo de Gênesis, que fala do primeiro homem chamado para formar o povo de Deus. Doze é o número do capítulo de Êxodo que trata do nascimento da nação de Israel.
Número Treze – O número da maldade, das coisas ruins.
Número Quarenta – O número dos testes, das provações, das preparações.
Número Setenta – O número das semanas de Daniel, de anos do cativeiro Babilônico, do ano da destruição de Jerusalém, sendo o múltiplo de sete, número da perfeição.
Número Mil – O número da divisão dos tempos. Ele aparece seis vezes em Apocalipse para indicar que o sétimo milênio, que virá depois de 6.000 anos de história bíblica, será o do Reinado perfeito, com Cristo.
Número Um
O número um indica unidade. Palavras como: uno, único, unido, unidade, unicidade e união dele se originam. O número um nos dá idéia de estabilidade, de exclusividade, de força, sendo um número estável e absoluto. Muitas organizações mundiais, como União Européia, Nações Unidas, Estados Unidos, e outras, usam os seus derivados.
Quando o Mandamento número um do Decálogo é riscado, toda a obrigação da criatura para com o Criador fica anulada. Então ela se volta para outros deuses do paganismo e para a feitiçaria, que sempre têm trazido desgraças sem conta para a humanidade.
O número um aparece pela primeira vez na Bíblia em Gênesis 1:9, que diz: “E disse Deus: ajuntem-se as águas debaixo dos céus, num lugar”. A grande declaração de fé de Israel diz: “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Deus” (Deuteronômio 6:4). Aqui o número um significa a Unidade Composta em vez de uma simples unidade. São três personalidades em um só Deus.
Embora a palavra “num” apareça pela primeira vez em Gn-1:9, a palavra “um” só vem surgir em Gn-11:6, =onde se lê: = “Eis que o povo é um e todos têm uma mesma língua”. O Apóstolo Paulo diz em Ef-2:18-19: “Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito”. Por isso todos os cristãos devem guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz, pois há um só corpo e um só Espírito. O cristão foi chamado em uma só esperança, em um só Senhor, uma só fé e um só batismo. Com isso ele quis dizer : em tudo que é correto, em tudo que é absoluto, em tudo em que as coisas concordam, isto é, no número um, que é Deus. Em Gn-2:24 a Bíblia diz que o homem e sua mulher “serão ambos uma só carne”.
Número Dois
O número dois é usado em toda parte como o número da divisão. Em Am-3:3 lemos:“Andarão dois juntos se não estiverem de acordo?” Em Gn-2:21, lemos: “O Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão... e tomou uma de suas costelas...e da costela...formou uma mulher”. Da unidade Deus formou outra unidade, a fim de, somando-as, chegar ao Número Dois. Não é estranho que a divisão das tribos de Israel tenha começado no Livro de Números e chegado ao fim na época de Cristo? Vemos aqui duas etapas que se completam num intervalo de 4.000 anos(4 dividido por 2 é igual a 2). Quando Jesus falou em estabelecer o seu reino, os discípulos não entenderam. Tanto que os dois filhos de Zebedeu –Tiago e João – pediram:“Concede-nos que na tua glória nos assentemos um à tua direita e outro à tua esquerda” (Mc-10:37).
O Velho Testamento está dividido em duas partes – a lei e os profetas. Moisés foi o representante da lei e Elias, dos profetas. Em Zc-14:4, lemos: “E naquele dia estarão os seus pés (do Senhor Jesus) sobre o Monte das Oliveiras...e metade do monte se apartará para o norte e a outra metade para o sul”. Aqui temos duas metades partindo de uma unidade. A primeira vez em que o Número Dois aparece na Bíblia é em Gn-1:16,onde se lê:“E fez Deus os dois grandes luminares...”.
Esses luminares dividiriam o tempo em dia e noite.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Chanucá e Purim
Por Yanki Tauber
Há um interessante denominador entre os costumes que cercam duas festas, Chanucá e Purim: um brinquedo giratório. Em Chanucá, costuma-se brincar com um sevivon, um pião em cujo topo estão inscritas as letras hebraicas que formam o acrônimo da frase: "Um grande milagre aconteceu ali." Em Purim giramos um artefato barulhento, mais precisamento um "reco-reco", para apagar o nome do perverso Haman.

Mesmo assim, há uma diferença: o sevivon é girado pela parte de cima, ao passo que o reco-reco é girado por baixo.

Em Chanucá, D'us violou todas as leis da natureza para nos salvar; um pequeno grupo de guerreiros derrotou um dos exércitos mais poderosos da terra e um jarro de azeite ardeu durante oito dias. Em Purim, a salvação veio naquilo que poderia facilmente ser visto como uma série de coincidências felizes: o rei Achashverosh fica furioso com sua mulher, e escolhe Ester como rainha em seu lugar; Mordechai ouve por acaso uma trama para assassinar Achashverosh e salva a vida do monarca; Haman por acaso estava "no local errado na hora errada" exatamente quando o feito de Mordechai está sendo lido para o rei insone; Ester usa seu cargo e influência para voltar o rei contra Haman; e assim por diante. Na verdade, mal se percebe que o nome de D'us nem sequer é mencionado no Livro de Ester! Em outras palavras, em Chanucá a salvação Divina vem "do alto", ao passo que em Purim vem "de baixo", disfarçada em eventos naturais.

Purim celebra o fato de que nosso relacionamento também permeia os detalhes mais simples e mais cotidianos de nossa vida.

Chanucá celebra o fato de que nosso compromisso com D'us, e o d'Ele para conosco, transcendem todos os vínculos naturais.
índice
Fogo ou luz?
Quem consegue secar as lágrimas que escorrem na face diante das cenas terríveis assistidas nos últimos dias? O mundo está se transformando em um mar de sangue e de escuridão.

Terroristas são feitos de que? Ódio, ódio e mais ódio. É como se nascessem de um incêncio implacável querendo consumir e destruir tudo a sua frente, sem deixar sobrar nada, programados com a única missão de destruir e matar. Estão tentando transformar o mundo em um inferno espalhando pane, morte, sangue e fogo.

Mas da mesma forma que há pessoas feitas de fogo, há pessoas feitas de luz. São seres que vieram ao mundo para iluminar, espalhando bondade, construindo e auxiliando outras pessoas a se reerguerem, a se curarem, a seguirem em frente. Hoje proliferam instituições solidárias à dor e problemas alheios. A sobrevivência e bem estar do próximo diz respeito a todos nós. Se não, por que razão teríamos sido criados como seres humanos se não fossemos dotados e agíssemos como humanos, com um caráter que além do cérebro é dotado de um coração?

Estamos no mês de Kislêv e dentro dele celebraremos Chanucá, a Festa das Luzes. Acenderemos oito velas, uma a mais a cada dia, acrescentando mais e mais luz. Esta é a mensagem de Chanucá. Em praças públicas, em shopping centers, supermercados e todos os estabelecimentos que abrem suas portas para receber nossas chanukiot: somos feitos de luzes, para trazer mais luz, para iluminar o mundo, para a balança pender para o bem, nossa essência nos impulsiona a iluminar o próximo através de uma chama imortal.

Mas o que é imortal, a alma? Qual a aparência de uma alma?

Olhe para a chama de uma vela. Uma chama é brilhante, sempre saltando, nunca está em repouso; o desejo natural de uma alma é "saltar" até D’us, ficar livres das limitações físicas. O pavio e a cera ancoram uma chama; um corpo físico segura a alma, forçando-a a fazer seu trabalho, dar luz e calor. O corpo humano, precioso e sagrado, é comparado ao Templo Sagrado.

O Báal Shem Tov, fundador do Chassidismo, sempre aconselhou contra o ascetismo, jejuns e flagelar o corpo. É melhor, dizia ele, usar seu corpo para fazer um ato de bondade. A bondade é contagiosa. Quando sua alma diz ao corpo para fazer uma boa ação, tanto a alma quanto o corpo são afetados. Finalmente, outras almas ao nosso redor influenciam seus corpos a fazer o mesmo. Em pouco tempo, criamos uma epidemia internacional de bondade. Esta é uma das razões pelas quais a Menorá de Chanucá é colocada onde possa ser vista da rua, seja no batente em frente à mezuzá, seja perto da janela, lembrando-nos do dever de compartilhar a luz espiritual de calor e sabedoria com o mundo que nos cerca.

Vamos continuar espalhando mais vida e esperança e acima de tudo, continuar rezando, acreditando e agradecendo a D’us, que por mais escuro que o mundo possa se mostrar e por mais que não entendamos Seus caminhos são perfeitos e confiamos Nele. Cumpriremos sua Torá e seus mandamentos com a certeza que a luz que surgirá diante de nossos olhos, é uma luz que jamais pudemos imaginar; tão intensa que não haverá nenhum espaço para a escuridão, e onde o mal será banido para sempre da Terra.

Nossa dor e lágrimas são em memória daqueles que pereceram e por suas famílias que choram e enterram seus entes queridos. São nossa família.

Que possamos acender as velas de Chanucá multiplicando, triplicando os locais onde costumam ser acesas, A luz de Mumbai continuará a brilhar!

A todos nossos tão queridos shluchim espalhados no mundo todo através das berachot do Rebe, nossos desejos são que continuem firmes como sempre estiveram. Nosso mais profundo, sincero e eterno agradecimento por terem acendido nossa chama e continuarem cuidando dela.

Os passos de Mashiach estão sendo ouvidos; o que precisamos é apenas escutá-los. O plano Divino certamente está em andamento e em sua meta final.

O que é um sheliach Chabad?

índice
Acrescente Luz!
Por Sara Esther Crispe
A primeira coisa que fiz na manhã de sexta-feira foi olhar as notícias. Quando fui dormir na quinta-feira à noite, ainda não se sabia das condições de Gavriel e Rivkah Holtzberg. Tudo que sabíamos era que os emissários de Chabad em Mumbai estavam inconscientes. Comentava-se sobre um grupo de comandos israelenses que foram enviados para uma missão de resgate, mas não se sabiam os detalhes. Na sexta-feira pela manhã tudo foi esclarecido. Esclarecido demais. Definitivo demais. O casal tinha sido assassinado. Alguns outros judeus ainda não identificados no Beit Chabad também foram mortos. Quanto ao bebê de dois anos dos Holtzberg, Moshê (seu segundo aniversário foi neste Shabat) fora heroicamente resgatado por sua babá, que encontrou o menino perto dos pais, ensopado do sangue deles.

Não há explicação: Não há o que explicar. Nada que eu, nem ninguém, possa escrever sobre o porquê de isso acontecer. Precisamos rezar. Precisamos prantear. E precisamos exigir de nosso Criador que Ele coloque um fim a toda essa violência, essa brutalidade e a este exílio.

E além disso, temos também outra responsabilidade. Em toda situação na qual nos encontramos, devemos buscar alguma lição, algum significado, alfo ao qual possamos nos apegar, que nos ajude a viver ainda melhor e a termos vidas mais significativas.

Terminou o mês hebraico de Cheshvan, e na sexta-feira passada começamos o mês de Kislev. Estes dois meses são os mais sombrios de todo o calendário anual. Os dias são curtos e as noites muito longas. Noite, escuridão, sempre foi um símbolo para a galut, exílio. Pois quando estamos no escuro, não podemos ver o que está adiante de nós. Parece que estamos procurando sem rumo, msa nunca está claro o que estamos buscando. E quando conseguimos entender o formato, não podemos ver os detalhes. Portanto sabemos que encontramos a porta, mas de que cor ela é? É velha? Nova? Bonita? Decrépita? Enquanto continuamos no exílio, os detalhes são sempre fugidios, e quase nunca podemos ver as formas ou os objetos até que cheguemos perto ou tropecemos neles.

Segundo o texto Sefer Yetzirah, o Livro da Formação, o mais antigo dos escritos místicos judaicos, cada mês no calendário hebraico é representado por uma letra diferente. Cheshvan é representado pela letra nun, que significa “a caída”. No texto da prcce Ashrai, que é alfabética em sua liturgia, há um versículo para cada linha, exceto para o nun. Isso porque o nun representa o estado da queda. Embora não seja mencionado nesse texto, é considerado uma parte da linha seguinte, aquela que começa com a letra samach e as palavras: “somech noflim”, que significa “apoiando os caídos”. Esta é a idéia de que sempre que alguém cai, toda vez que ocorre uma tragédia, ao lado há um apoio. Isso não significa que não cairemos, mas que quando isso ocorrer, alguém estará lá para nos ajudar.

Oculta dentro de cada desafio está uma maravilhosa oportunidade.

É por isso que o mês seguinte a Cheshvan, Kislev, é representado pela letra samach. É durante o mês de Kislec que celebramos Chanucá, a Festa das Luzes.

Chanucá é mencionada como chaghanisin, a festa dos milagres. A palavra para milagre, nes, é formada por duas letras, o nun de Cheshvan, e o samach de Kislev. As letras que representam esses dois meses sombrios formam a palavra para milagre. Há uma outra bela alusão. A palavra para desafio em hebraico é nisayon. Porém no radical dessa palavra está nes, milagre. Isso serve para mostrar que oculto dentro de cada desafio, oculto em cada teste que passamos, está uma milagrosa oportunidade, uma possibilidade maravilhosa.

Chanucá nos ensina que quando somos confrontados pela escuridão, nossa resposta deve ser acrescentar luz. Podemos passar a vida tentando lutar contra as trevas, tentando afastá-las. Porém infelizmente, o mais provável é que não se afaste. Em vez de lutar contra o negativo, a alternativa é ignorá-lo conpletamente enquanto iluminamos aquilo que nos cerca. Quando acrescentamos luz, a escuridão desaparece. Não se trata de a afastarmos, mas sim de dominá-la. A luz substitui a escuridão.

Os Holtzberg foram para Mumbai, um local que para muitos significa o fim do mundo. Porém foram para lá com uma missão específica. Mudaram-se para lá, criaram seus filhos (infelizmente perderam um filho de três anos devido a uma doença genética degenerativa e tiveram outro filho doente que estava com os avós em Israel quando ocorreu o ataque), e ali construíram suas vidas com o propósito expresso de divulgar a luz do Judaísmo aos judeus que morassem ou passassem pela região. Os Holtzberg eram acendedores de lampiões. Iluminavam a escuridão e mostravam a todos os judeus que os procuravam que tinham aonde ir, um lar que podiam considerar seu, repleto de luz e calor. O pai de Rivkah disse que para eles, uma refeição típica de Shabat consistia de 150-200 convidados. Todos sabiam que o Beit Chabad estava aberto para todos os judeus em Mumbai.

A luz de Gavriel e Rivkah foi horrivelmente apagada. Foi extinta. Porém eles deixaram para trás não somente seus filhos biológicos, que sobreviveram por milagre, como também deixaram aqueles que tiveram a felicidade de conhecê-los, e o restante de nós, que somente agora podemos saber da sua grandeza. Não há dúvida de que precisamos prantear sua perda. Precisamos sentir falta deles e chorar por eles, e fazer o possível para que tal tragédia não ocorra novamente.

Porém precisamos fazer ainda mais. Devemos a eles fazer mais. Em meio a essa tragédia, da tristeza que está ocorrendo, começamos Kislev, o apoio para aqueles que caíram. E devemos oferecer aquele apoio. Enquanto pranteamos, devemos reconhecer que estamos chorando juntos. Ontem recebi e-mails de muitas pessoas que aparentemente nada têm em comum umas com as outras, mas todas as pessoas souberam da tragédia e queriam oferecer suas preces, seus pensamentos, sua preocupação. Como nação judaica rezamos pelo seu retorno seguro. Infelizmente essa prece não foi respondida da maneira que esperávamos. Hoje temos uma missão diferente, trazer luz ao mundo, por estas duas maravilhosas luzes, bem como pelas luzes de todas as outras vítimas, que foram brutalmente tiradas.

Os Holtzberg eram acendedores de lampiões
Devemos usar nossa tristeza para motivar a ação. Se você é mulher, e ainda não acende velas de Shabat, comece a fazê-lo em memória de Gavriel e Rivkah Holtzberg e todas as outras vítimas. Os pais de Rivkah pediram que as mulheres judias cumpram essa mitsvá especial para ajudar a trazer mais luz a este mundo. Doe mais para caridade, ajude uma pessoa necessitada, cumpra outra mitsvá, outra boa ação que pode dedicar a eles. Encontre alguém que está caindo ou que caiu, e seja para ele um apoio.

Não podemos mudar o que aconteceu. Porém podemos determinar como reagir a essa tragédia. Pense naquilo que você pode fazer para trazer mais luz a essa escuridão. Compartilhe abaixo o que você está fazendo em memória das vítimas de Mumbai e por Gavriel e Rivka. Um dia no futuro, os filhos dos Holtzberg poderão olhar para isso em retrospecto e ver o impacto que seus pais tiveram, não apenas com suas vidas, mas até mesmo com sua morte trágica.


índice
A Chanukiyá e a Menorá
A noite cai rapidamente, inundando as ruas com escuridão. Uma a uma, as velas são acesas. Entre o clarão elétrico dos halógenos e néons, um brilho mais caloroso e puro se afirma: é a última semana de Kislêv e, dos portões e janelas dos lares judeus, as velas de Chanucá iluminam a noite. Chanucá comemora o milagroso reacendimento das luzes no Bet Hamicdash em Jerusalém, depois de sua queda no segundo século pelos greco-sírios que, na época, governavam a Terra Santa.

O Bet Hamicdash representava o epi¬cen¬tro da Presença Divina na vida do homem, o ponto “do qual a luz emanou para o mundo todo”; as sete luzes acesas, a cada dia, na Menorá do Templo eram a expressão física da luz espiritual que emanava da Casa de D’us sobre a Terra.

Em seu empenho por substituir a espiritualidade do povo de Israel, pelo paganismo helênico, os gregos proibiram a prática da fé judaica, invadiram o Bet Hamicdash, profanando-o com suas imagens e ritos decadentes e contaminaram o azeite destinado ao acendimento da Menorá.

Porém, Matityáhu, o Chashmonaí e seus filhos,1 reuniram um pequeno mas determinado grupo de guerreiros e expulsaram os gregos da Terra Santa. Depois de libertar o Bet Hamicdash e rededicá-lo ao Serviço Divino, procuraram azeite ritualmente puro para acender as velas da Menorá. Milagrosamente, a única ânfora de azeite ardeu por oito dias, até que azeite puro e novo pudesse ser preparado.

Em todos os mais de dois mil anos desde então, lembramos e revivemos o triunfo da luz através das oito chamas da chanukiyá.

Existem, entretanto, diferenças marcantes entre a chanukiyá e a Menorá do Bet Hamicdash:

a)A Menorá do Bet Hamicdash foi acesa durante o dia (1h15 antes do pôr-do-sol)2 e ardeu por toda a noite, e o número de pavios era constante, enquanto as velas de Chanucá são acesas à noite;3 acrescenta-se novo pavio ou vela a cada anoitecer.

b) A Menorá original permaneceu portas a dentro, no santuário interno do Bet Hamicdash, enquanto a chanukiyá é colocada do lado de fora da entrada do lar ou em uma janela, com vista para a rua;

c) Sete chamas arderam na Menorá do Bet Hamicdash, enquanto a chanukiyá possui oito luzes, todas as quais estarão acesas na oitava e culminante noite da festa.4
Por que essas divergências? Por que, ao instituir a prática do acendimento das luzes de Chanucá, nossos sábios diferenciaram entre essas velas e aquelas que elas comemoram?5

Ciclo e Circunferência

Este é também o significado mais profundo da diferença numérica entre a Menorá do Bet Hamicdash e a chanukiyá. Sete é o número da Criação. D’us criou o mundo em sete dias, empregando os sete atributos Divinos (midot elyonot ou sefirot) os quais Ele fez emanar de Si próprio, para atuarem como as sete “estacas de construção” da realidade criada.

Sete é o algarismo dominante em todos os ciclos e processos naturais.

Assim, o “procedimento operacional tra¬dicional” de levar luz ao canto mais obscuro da Criação, é relacionado à Menorá de sete braços do Bet Hamicdash.

Se “sete” é o ciclo da natureza, “oito” é a “circunferência” (shomer hahekêf) que a define e a contém, a realidade pré-Criação que transcende e penetra a realidade criada. Se as sete luzes da Menorá do Beit Hamicdash incorporam o processo norma¬ti¬vo de superar a escuridão por meio da luz, as oito luzes da chanukiyá representam o empenho em alcançar uma realidade mais elevada – onde a escuridão é mais um raio da verdade Divina.

Na época do Templo havia paz e fartura. Os judeus não eram combatidos, mas homenageados. Livre de anseios materiais, dedicavam-se ao estudo de Torá e a cumprir mitsvot. Por isso, bastava acender o mesmo número de velas todos os dias. O milagre de Chanucá, porém, ocorreu numa época dura, com Israel sob o jugo dos greco-sírios. Para nos mostrar o caminho a seguir sob condições difíceis, D’us nos outorgou a mitsvá das luzes de Chanucá.

Em época de trevas espirituais é requerido um intenso auto-sacrifício. Não basta iluminar o interior da casa, pois as trevas podem invadir nosso abrigo. Assim, acendemos as luzes quando surge a escuridão, levando luz ao mundo exterior e reforçando a luz a cada dia, até merecermos acender novamente a Menorá no Bet Hamicdash – possa ele ser reconstruído em breve.

Notas:
1 Também conhecidos como “macabeus” . Depois de derrotar os gregos, a família dos Chashmonaím governou Israel independente, por 103 anos.
2 Conforme o Talmud, Pesachim 59b, o acendimento da Menorá seguiu imediatamente o queimar de ketôret (incenso), concluído 1h15m antes do pôr-do-sol.
3 Incontinenti após o pôr-do-sol, de acordo com o costume de algumas comunidades, ou após o aparecimento de três estrelas, de acordo com outras.
4Uma vela é acesa na primeira noite de Chanucá, duas na segunda, três na terceira, etc.
5Especialmente devido ao fato de que “todas as instituições rabínicas seguem o exemplo dos protótipos bíblicos” (Talmud, Pesachim 30b).
índice
União e Luz
Miketz & Chanuca
Ao descrever os talos saudáveis no "sonho do trigo" do faraó, diz a Torá: "E vejam, havia sete sadias e boas espigas de grão crescendo num único talo" (Bereshit 41:5)

É interessante notar que a respeito das magras espigas, a Torá não menciona que cresciam num único talo. Não parece provável que esta diferença fosse inconsequente, pois sabemos que cada detalhe mencionado na Torá é importante e não deve ser deixado de lado. Assim, permanece a dúvida: por que a Torá descreve as boas espigas como crescendo em um só talo e omite este detalhe a respeito das espigas doentes?

Podemos aprender uma importante lição desta diferença: aquilo que é bom e significativo tende a se fundir e unir-se. Entretanto, aquilo que é mau e sem propósito não pode tolerar a harmonia e a concordância. Por esta razão, as espigas boas e saudáveis cresciam em um único talo. Devido à boa e pura disposição das espigas, era natural que se unissem para crescer juntos em um só talo. Por outro lado, as espigas mirradas e doentes, naturalmente mostrando desarmonia, "escolheram" crescer em talos diferentes, porque na verdade, qualquer união do mal é apenas para o avanço das necessidades e desejos individuais.

É interessante notar que, quando alguém pesquisa o passado dentro de alguns milhares de anos da história judaica, percebe que esta mensagem é especialmente verdadeira. O povo judeu jamais representou mais que uma ínfima fração da população mundial. Apesar disso, o povo judeu permaneceu, tem sobrevivido, e continua a fazer a diferença neste mundo.

A lógica diria que o povo judeu, com todas as provações e sofrimentos destes anos, deveria ter desaparecido há muito. Mais especificamente, encontramos na história judaica casos de pequenos grupos de judeus enfrentando inimigos maiores e mais fortes. Mesmo assim, o povo sempre emerge vitorioso.

Como isto é possível?
Poucos judeus derrotando um numeroso inimigo pode ser encontrado na história de Chanucá. Um pequeno número de soldados judeus levantou-se em rebelião contra o poderoso exército grego e conseguiu expulsá-los. Este feito milagroso, provavelmente mais que qualquer outro evento, serve como um microcosmo da história judaica. Onde, então, está o segredo de nosso sucesso?

Poderia parecer que a resposta se encontra nos conceitos acima mencionados. Quando um número de indivíduos se reúne para fazer o bem, naturalmente formarão um grupo coeso. Na história de Chanucá, a missão de restaurar a ordem e a paz no Templo Sagrado e na Terra de Israel levou à formação de um grupo unido. E como diz um velho adágio, "cinco palitos unidos são mais fortes que dez palitos separados".

Os Macabeus, reunidos com o propósito do bem, puderam derrotar o exército grego que era composto simplesmente por indivíduos, cada um procurando realizar seus próprios desejos. Ocorre o mesmo com a nação judaica como um todo. Quando empreendemos uma missão sagrada, instintivamente formamos uma força invencível, que nos possibilita sobrepujar nossos adversários. Este é o segredo de nosso sucesso.

A intenção aqui não é a de diminuir a natureza miraculosa da vitória dos Macabeus. Não há dúvida de que a derrota dos gregos não teria acontecido sem a intervenção Divina. Mas é preciso ressaltar o meio pelo qual ocorreu o milagre.

Ao acendermos a Menorá, embora cada vela individual irradie um pequeno brilho, todas juntas formam uma espetacular exibição de fogo e luz. Podemos então lembrar a mensagem de Chanucá: a sobrevivência do povo judeu.


índice
Azeite: O segredo dos segredos da sua alma
Por Simon Jacobson
Chanucá é a história do azeite.
Apesar das batalhas milagrosamente vencidas pelos macabeus, mais fracos e em menor número contra o mais forte e mais numeroso exército greco-sírio, o Talmud, em sua descrição do milagre de Chanucá, concentra-se tão somente no milagre do azeite e praticamente ignora o milagre militar.
“O que é Chanucá?” pergunta o Talmud. “Sobre qual milagre foi estabelecido? Quando os gregos entraram no Santuário, contaminaram todo o azeite. Então, quando a família real hasmoneana os sobrepujou e foi vitoriosa sobre eles, procuraram e encontraram um única ânfora de azeite puro que estava selado com o selo do Sumo Sacerdote ­ suficiente para acender a Menorá por um só dia. Um milagre aconteceu, e eles acenderam a Menorá com este azeite durante oito dias. No ano seguinte, estabeleceram estes dias como festivos e de louvor e agradecimento a D’us.”
Nós, porém, celebramos Chanucá comemorando o milagre do azeite e acendendo a Menorá por oito dias, de preferência usando azeite de oliva porque é facilmente atraído para o pavio, sua luz arde claramente, e o milagre de Chanucá aconteceu com azeite de oliva.
Por que o foco sobre o azeite? Alguém poderia argumentar que descobrir o azeite foi acidental enquanto que o milagre principal foi o de vencer a batalha contra o inimigo. Se aquela vitória não tivesse ocorrido, a descoberta subsequente da ânfora de azeite teria sido impossível. Por que então o milagre do azeite é o aspecto que define Chanucá, sem menção das batalhas vencidas ­ ao contrário, por exemplo, de Pêssach, quando celebramos e recriamos a vitória sobre os egípcios?
O Chassidismo explica que o milagre essencial de Chanucá foi uma vitória especial. Os greco-sírios não queriam aniquilar fisicamente os judeus (como Haman fez no tempo de Purim); eles queriam matar suas almas. Os gregos não se opunham à Torá como um compêndio de sabedoria humana e mitsvot como um conjunto de regras éticas; eles procuravam “fazê-los esquecer Tua Torá e fazê-los violar os decretos da Tua vontade” ­ divorciar a Torá e as mitsvot de sua natureza espiritual e Divina. A batalha foi lutada não por qualquer fim material ou político, mas pela própria alma do Judaísmo. Assim o Talmud define “O que é Chanucá?” por seu milagre espiritual ­ a descoberta do azeite puro e não profanado e o acendimento da luz Divina que emanava do Templo Sagrado.
Mesmo quando os poderosos materialistas greco-sírios profanaram todos os objetos sagrados, mesmo quando todas as fontes de luz pura (do puro azeite de oliva) se foram, pelo menos um recipiente de pureza permaneceu, e reviveu a alma. A poderosa qualidade da luz ­ até uma quantidade mínima ­ prevaleceu sobre as formas mais poderosas de escuridão.
Isso explica o significado das chamas. Mas por que especificamente azeite?
O Midrash oferece a seguinte parábola para explicar o uso do azeite de oliva para a Menorá no Templo: “é comparável a um rei cujas legiões se rebelaram contra ele. No entanto, uma das legiões permaneceu leal e não se rebelou. O rei disse: é desta legião que não tinha se rebelado que escolherei meus legisladores e governantes. Assim D’us disse: Esta oliveira trouxe luz ao mundo no tempo de Nôach, pois vimos ‘a pomba voltou… e tinha um ramo de oliveira no bico.’” (Vayicrá Raba 31:10).
Isso explica o significado das chamas. Mas por que especificamente azeite?
Um comentarista explica (Radal sobre Midrash ibid.) que a corrupção precedendo o grande Dilúvio não afetou somente o homem, mas também o reino animal e o vegetal. Diferentes espécies animais tentaram se cruzar; plantas tentaram se enxertar com outras. Somente o galho da oliveira resistiu a todas as formas de enxerto. É assim considerada “a legião que não se rebelou.” Permaneceu pura. Como continuou fiel a D’us, a oliveira foi escolhida para ser o sinal de renascimento e renovação após o Dilúvio. Foi escolhida para ser a fonte de luz do local mais sagrado neste mundo, e a fonte de luz para as gerações vindouras.
Mas o que há no azeite de oliva que o imuniza contra forças corruptoras? E como acessamos este poder?
As Propriedades do AzeiteA natureza material de toda entidade física evolui de sua raiz espiritual. Uma análise das propriedades do azeite pode ajudar a esclarecer sua poderosa importância espiritual.
O Talmud propõe a seguinte questão: Se uma impureza tocar azeite flutuando sobre o vinho, isso contamina o vinho também? Duas opiniões são oferecidas: Os Rabinos afirmam que o azeite é hidrofóbico por natureza e portanto não é considerado conectado com o vinho, assim somente o azeite é contaminado, não o vinho. Rabi Yochanan ben Nuri discorda. Ele afirma que o azeite está conectado ao vinho, e portanto contamina o vinho também (Mishná Tevul Yom 2:5).
Sua discordância aplica-se ainda a uma outra lei. No Shabat somos proibidos de mover um objeto de uma área privada até uma área pública (ou vice-versa). A proibição exige um processo de duas etapas: levantar (akira) e colocar (hanocho) ­ erguer o objeto do local onde está e colocá-lo em outro lugar. A questão é essa: se o azeite está flutuando por cima do vinho, é considerado repousando sobre o vinho e assim proibido de ser erguido e colocado em outro lugar. Rabi Yochanan ben Nuri afirma que o azeite está conectado ao vinho, e portanto está repousando sobre ele. Os Rabinos discordam e argumentam que o azeite não está conectado, mas completamente separado do vinho. É como se o azeite estivesse flutuando, e assim não é considerado como levantado do vinho (Talmud Shabat 5b). A regra definitiva (Halachá) segue os Rabinos, que o azeite está completamente separado do vinho.
Rabi Dovber de Lubavitch, segundo Rebe de Chabad (filho e sucessor de Rabi Shneur Zalman de Liadi) em sua profunda obra :Imrei Biná” (Shaar há’Kriyat Shma cap. 52-56) se pergunta se a base do argumento está no primeiro lugar. Não é uma questão de observação empírica,” afirma ele, “se os dois se mesclam juntos ou se permanecem completamente separados. Podemos testar e ver se o azeite e o vinho se misturaram de alguma forma ­ tanto em substância quanto em sabor. Portanto, o que define o debate entre os Rabinos e Rabi Yochanan ben Nuri?”
Rabi Dovber explica que a natureza do azeite pode ser entendida somente depois de analisarmos a personalidade espiritual do azeite de oliva.
Três Dimensões da AlmaUm nivel mais elevado ­ o azeite essencial, o inconsciente que permanece destacado e acima de todos os níveis sobre os quais repousa.
A alma consiste de três dimensões: o consciente, o inconsciente e o não-inconsciente. O consciente divide-se nas faculdades reveladas biológicas, emocionais e intelectuais ­ correspondendo ao nefesh, ruach e neshamá (os primeiros três dos cinco nomes/níveis da alma). O inconsciente é chaya ­ a dimensão transcendente, que permanece não revelada, mas pode aflorar através de esforço exercido. Finalmente ­ cada alma contém o in-inconsciente, yechida, que desafia qualquer forma de expressão.
O in-inconsciente sempre permanece essencialmente incognoscível. É o paralelo psicológico do estado semelhante ao quantum da probabilidade fundamental, no âmago do princípio da incerteza de Heisenberg.
O que distingue o nível do in-inconsciente do inconsciente “normal” é que o inconsciente está oculto, mas pode ser revelado. Nas palavras de Carl Jung: “Até você tornar consciente o inconsciente, ele dirigirá sua vida e você o chamará de destino.” Isso pode ser verdadeiro no nível do inconsciente, porém o nível do in-inconsciente é fundamentalmente impossível de revelar. Ambos estão ocultos, porém o último é chamado “ocultação sem substância,” ou “o incinsciente indefinido.”
Um exemplo dos dois é a diferença entre um carvão quente e uma pedra de isqueiro. O fogo no carvão está oculto, mas existe dentro do carvão. Tudo que você precisa fazer é abanar o carvão e a chama vai surgir. Numa pedra de isqueiro o fogo físico não existe. Porém, esfregando-a com força, você consegue liberar sua centelha.
Estas três dimensões ­ o consciente e os dois níveis do inconsciente ­ estão incorporados na diferença entre pão, vinho e azeite: pão, alimento convencional, manifesta as faculdades reveladas. O vinho, oculto nas uvas, reflete o inconsciente ­ que é revelado até por uma leve pressão sobre as uvas. O azeite de oliva representa o in-inconsciente, que está muito mais oculto na azeitona e portanto exige muito mais pressão para liberar, que o vinho na uva. Nas palavras do Zohar: o vinho é o nível dos “segredos” (um segredo que pode ser revelado); o azeite é o nível do “segredo dos segredos” tão secreto que está oculto até dos segredos, e é fundamentalmente secreto e indefinível.
O azeite em si também tem duas dimensões: uma que interage com o estado inconsciente do “vinho”, e causa algum impacto sobre o inconsciente. Um nivel mais elevado ­ o azeite essencial, o inconsciente que permanece destacado e acima de todos os níveis sobre os quais repousa. Estas duas dimensões são expressas no paradoxo óbvio do azeite: por um lado, o azeite satura tudo aquilo com que entra em contato. Por outro lado, sobe e permanece acima de qualquer líquido com que entra em contato.
Rabi Dovber explica que as duas opiniões de Rabi Yochanan ben Nuri e dos Rabinos, se o azeite é conectado ou desconectado ao vinho por baixo dele, refletem as duas dimensões do azeite: Rabi Yochanan fala sobre a dimensão do “azeite” que entra em contato e afeta o “vinho”. Os Rabinos discutem o “azeite” essencial, que sempre permanece desconetado do “vinho”.
A Verdadeira História de ChanucáAgora podemos entender por que o azeite desempenha um papel tão importante na experiência de Chanucá: o azeite representa a conexão suprema, essencial, da alma com o Divino, que é incorruptível e intocado por qualquer impureza. Ele sobe e flutua acima de toda a existência.
Portanto, tem o poder de transcender a escuridão ­ o desafio materialista dos gregos, sua profanação do Templo Sagrado e do azeite sagrado. Como “naqueles dias” também hoje, “nesta época”: Até quando nossas faculdades conscientes e inconscientes possam estar temporariamente comprometidas, uma ânfora de “puro zeite” sempre permanece, e é como uma “chama-piloto” que nos dá o poder de reacender o inconsciente e o consciente que possa ter se extinguido (ou estar oculto) por algum tempo.
É reconfortante saber que apesar de toda a escuridão ao nosso redor, dos sofrimentos e perdas, da noite escura e das ruas hostis ­ uma chama calma, pequena, permanece acesa, intocada...
E a luz que emerge das trevas é a mais forte de todas. Como escreve o Rambam (início da Parashat Behaalotechá), que “estas chamas jamais serão extintas” (ao contrário da Menorá do Templo que deixou de brilhar após a destruição do Templo). Luz que prevalece após ser desafiada pela escuridão demonstra ser uma luz que jamais pode morrer.
Chanucá é a celebração do azeite ­ o azeite interior que permanece dentro de nossa alma ­ puro e inocente, intocado e não conspurcado por todas as experiências da vida, mesmo as mais difíceis. O azeite puro de sua alma flutua, carrega seu segredo mais secreto ­ a parte de você que transcende todas as formas de expressão. O verdadeiro você.
Em todos os oito dias de Chanucá, estas luzes são secretas, e não temos permissão de fazer uso delas ­somente contemplá-las, a fim de agradecer e louvar Teu Grande Nome por Teus milagres, por Tuas maravilhas e por Tua salvação.
“Não podemos fazer uso delas” ­ porque elas estão além, e permanecem intocadas pelas necessidades humanas, até as nossas. Porém temos permissão de olhar para elas…
Chanucá conta o segredo dos segredos de sua alma. É reconfortante saber que apesar de toda a escuridão ao nosso redor, apesar dos sofrimentos e perdas que passamos, apesar da noite escura e das ruas hostis ­ uma chama calma, pequena, permanece acesa, intocada, não revelada ­ pairando acima, mal tocando, porém firmemente em contato com nossa vida cotidiana.
Esta pode ser a mensagem mais poderosa que jamais chegaremos a ouvir: nossa alma tem um segredo. Um segredo dos segredos. Nada, absolutamente nada, pode tocá-lo, nem diminuir ou ferir o azeite secreto de nossa alma. Em Chanucá o segredo de sua alma é revelado, temos o poder de tocar o intocável, ou ainda melhor; de sermos tocados pelo intocável.